quarta-feira, 30 de abril de 2008

Exposição em Sampa, mostra o que a Bahia tem

O Identidade Brasil é uma entidade sem fins lucrativos, sediada no bairro do Tatuapé-SP, que visa resgatar aspectos importantes da Cultura Popular Brasileira por meio da pesquisa, documentação e divulgação dos mesmos. A exposição, de Rosangela Cordaro, sobre a Bahia é uma forma de homenagear esse estado que é um dos mais ricos em termos de cultura e de redescobrir aspectos do nosso Brasil, valorizando sua história e sua identidade multicultural.
Muitos trabalhos da pesquisadora foram desenvolvidos na cidade de Cachoeira em parceria com agentes culturais da cidade, como as exposições “Mãe me Conta sua História” e “Pé dentro, pé fora”. O vernissage acontecerá dia 04 de maio, às 19 horas e contará com comida típica baiana e música ao vivo com os percussionistas Luiz Carlos e Jailson Damásio, da Casa do Zezinho, e o artista plástico Lucas Argüello na voz e violão.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Restos mortais de ialorixá são levados para o Cemitério de Africanos

Familiares, filhos de santo e populares participaram no final da tarde de ontem(sábado 26) em Cachoeira(distante 110km de Salvador) do traslado dos restos mortais da ialorixá Galdina Silva, Mãe Baratinha,a sacerdotisa era conhecida, do Cemitério da Piedade, onde fora sepultada em 18 de abril de 2004, para o Cemitério dos Africanos, no Alto do Rosarinho. A cerimônia marcada por momentos de fortes emoções também teve um importante significado histórico para Povo de Santo e afrodescendentes da cidade de Cachoeira, pois havia décadas que não se realizava nenhum sepultamento no cemitério construído por negros de origem africana, influentes que ganharam notoriedade na sociedade local no século XIX.

O Cemitério dos Africanos ou Cemitério dos Nagôs como também é conhecido é, segundo historiadores, o único no Brasil construído exclusivamente para sepultar negros africanos e brasileiros. Foi erguido em um terreno anexo à Igreja de Nossa Senhora do Rosário do Sagrado Coração do Monte Formoso (Rosarinho), construída por uma irmandade religiosa fundada por negros, situado ao lado do Cemitério da Irmandade da Ordem Terceira do Carmo, onde até meados do século xx eram sepultados os brancos e abastados da sociedade cachoeirana.
Os restos mortais da ialorixá Mãe Baratinha, iniciada no candomblé aos seis anos de idade agora repousa ao lado de ancestrais africanos, e também de importantes sacerdotes da culto afro como os lendários babalorixás Salacó e Zé de Brechó que contribuíram para reforçar o prestígio do candomblé de Cachoeira. Após a cerimônia deste sábado, o Cemitério dos Africanos, será transformado em memorial e os sepultamentos estão proibidos para sempre. Há um ano, foi totalmente restaurado pelo Programa Monumenta do Ministério da Cultura que também restaurou a Igreja do Rosarinho.

O ritual do traslado dos restos mortais de Mãe Baratinha para o Cemitério dos Africanos, começou pela manhã no Cemitério da Piedade, apenas com as presenças de sua filha consangüínea e sucessora na hierarquia religiosa a ialaxé Preta de Oxaguiã, ogãs do Terreiro Ilê Kaió Axé Alaketu Oxum, e filhas de santo dos orixás Iansã, Obaulaê e Ogun. Por volta das 16 horas, A ialaxé Preta de Oxaguiã retornou ao cemitério da Piedade junto com dezenas de filhos de santo, todos trajados de branco, alguns incorporados, para realizar o cortejo até o Alto do Rosarinho onde está localizado o Cemitério dos Africanos. Envoltos em um pano branco, os restos mortais da ialorixá foram levados pelos filhos de santo que se revezavam durante o trajeto. Na entrada do cemitério, essa tarefa coube a ialaxé Preta de Oxaguiã. Durante todo o percurso os participantes entoaram cânticos em iorubá.

Depois que os restos mortais foram depositados no jazigo, os presentes entoaram mais cânticos para saudar Oxum, o orixá de Mãe Baratinha, e o caboclos. Nesse momento, o ambiente foi tomado de fortes emoções, quando vários filhos de santo forma incorporados pelos orixás. “Esse é um momento muito importante para nós, porque significa que Mãe Baratinha saiu da vida individual e passou para vida coletiva”, disse o doutorando em Educação Brasileira, da Universidade Federal do Ceará e ogã do terreiro fundado por Mãe Baratinha, Emanoel Luis Roque Soares. “Estamos celebrando o início de um novo ciclo na história da existência de Mãe Baratinha”, complementou. Para o ogã Evandro Pio, a cerimônia o Cemitério dos Africanos, confirmou a importância que a sacerdotisa representava para a religião. “Mãe Baratinha foi um das mais importantes e influentes ialorixás da nação ketu para o Povo de Santo do Recôncavo”, destacou.

A ialorixá Jandira Cerqueira de Amorim, Mãe Bem, filha consangüínea do falecido babalorixá Manoel Cerqueira de Amorim, o Nezinho do Porão, responsável pela feitura do santo de Mãe Baratinha, acompanhou a cerimônia e contou que estava emocionada em saber que os restos mortais da sacerdotisa estão no Cemitério dos Africanos. “Ela agora está em sua casa definitiva ao lado de seus ancestrais”. Encerrado o ritual no Cemitério dos Africanos, todos os presentes se dirigiram para o Terreiro Ilê Kaió Axé Alaketu Oxum, onde foram servidas doces,salgados e bebidas.”A morte é uma festa por o povo de tradição iorubana, a energia não se esgota nunca”, resumiu o ogã Emanoel Luis.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Aluguel de casas para o São João

Os interessados em alugar suas casas para a temporada dos festejos de São João, já podem inscrever seus imóveis no Posto de Informações Turísticas de Cachoeira, na Rua Ana Neri, ao lado da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, em horário comercial. O serviço é oferecido gratuitamente pela Secretaria de Cultura e Turismo de Cachoeira e visa oferecer mais uma alternativas de leitos para os turistas que procuram Cachoeira para passar o São João. As negociações são conformadas entre os proprietários e os inquilinos. Para inscrever imóveis para alugar temporariamente, os proprietários devem preencher um cadastro com endereço, características do imóvel e telefone para contato.

PC do B e PSB formalizam aliança com Tato Pereira

Com o anúncio oficial das nomeações de João Moraes(PC do B) e Lourival Trindade(PSB) para os respectivos cargos de secretário e sub-secretário de Cultura e Turismo do município de Cachoeira, sábado(26), durante o café da manhã que reuniu o prefeito Tato Pereira(PMDB), secretários municipais, assessores,lideranças políticas e a imprensa, na Pousada do Convento do Carmo, foi sacramentado o apoio destes dois partidos ao governo municipal. Durante o evento, o prefeito Tato Pereira deu as boas vindas aos novos partidos integrantes aliados do seu governo e destacou a importância de poder contar com o apoio do PC do B e PSB para adminsitrar o município. Em nome do PC do B falou o representante do diretório municipal, o economista Antônio César que descreveu as características de atuação política do partido. Lourival Trindade(PSB) que assume o cargo de sub-secretário de Cultura e Turismo de Cachoeira, também falou reforçando o discurso do prefeito e enfatizando a relevância da nova composição política no município. Por sua vez, o novo secretário João Moraes(PC do B) disse da sua satisfação de estar tendo a oportunidade de colaborar para o desenvolvimento da cultura e do turismo em Cachoeira. Ainda durante o café da manhã, o prefeito Tato Pereira anunciou que se for reeleito, no seu próximo governo, pretende desemembrar a Secretaria de Cultura e Turismo, criando organismos indepoendentes. O ex-vereador Antônio Carlos Pereira aproveitou o momento e anunciou a sua disposição de ingressar no PSB.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Central de atendimento supera 200 mil atendimentos

A Central de Atendimento à Mulher Ligue 180 está comemorando dois anos. Criada em abril de 2006, a Central foi uma resposta da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres à demanda prevista no I Plano Nacional de Políticas para as Mulheres (I PNPM) de um serviço que orientasse mulheres em situação de violência. A Central funciona 24 horas, todos os dias, incluindo finais de semana e feriados. Em 2007, a Central de Atendimento à Mulher Ligue 180 registrou 204.978 atendimentos, que correspondem a 124.697 ligações já que uma ligação pode gerar mais de um atendimento. Um aumento de 306% em relação a 2006, quando foram realizados 50.444 atendimentos. No mesmo período, o número de ligações cresceu cerca de 147% .

Técnicos do Iphan reunidos em Cachoeira

Será encerrada amanhã (sexta-feira 25), em Cachoeira, a reunião iniciada quarta-feira com o presidente do Iphan - Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional, Luiz Fernando d'Almeida e coordenadores, superintendentes e assessores do órgão de todos os estados brasileiros. Esta é a primeira vez que a cidade histórica do Recôncavo baiano, tombada pelo Iphan como Monumento Nacional, distante 110km de Salvador, acolhe a reunião da presidência e de todo pessoal da estrutura do órgão responsável pela preservação do patrimônio material e imaterial do Brasil.
Cachoeira foi eleita para a realização do encontro, segundo Luiz Fernando, por representar atualmente um dos maiores desafios no país na recuperação do patrimônio arquitetônico com as ações do Programa Monumenta do Ministério da Cultura com financiamento do Bid-Banco Interamericano de Desenvolvimento e contrapartida dos governos federal e estadual. O Monumenta está investindo R$ 30 milhões na recuperação do patrimônio de Cachoeira. Estão sendo restaurados prédios públicos, igrejas e imóveis particulares, além da requalificação urbana da orla fluvial e construção do campus da UFRB-Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.
O presidente do Iphan adiantou que o próximo passo do Programa Monumenta em Cachoeira será a revitalização da área do Centro Histórico, próximo ao antigo Cais da Bahiana, com a proposta da implantação de cursos de técnicas de construção tradicionais em parceria com o Ministério da Educação. Ele informou que as obras de construção do campus da UFRB no quarteirão da Leite Alves deverão estar concluídas ainda este ano. Luiz Fernando também adiantou que o Programa Monumenta vai investir na restauração de imóveis antigos para residência universitária de estudantes da UFRB. No encontro interno e de caráter técnico, os participantes estão discutindo entre outros temas relativos às políticas preservacionistas, as propostas de novos instrumentos de proteção do patrimônio cultural brasileiro, o conceito de paisagem cultural e normatizações urbanísticas.
Os dirigentes e técnicos discutem a atualização conceitual e novos instrumentos de preservação, com objetivo de atender as demandas da sociedade cada vez mais interessada em preservação da memória. "O Iphan não pode mais ficar restrito às políticas de preservação do patrimônio federal", explicou Luiz Fernando d'Almeida. Para o presidente do Iphan, o maior desafio do órgão, será a construção de um sistema nacional de preservação que envolva a sociedade civil e os governos federal, estadual e municipal. "Não adianta intervenções preservacionistas nos sítios históricos sem a participação de outros parceiros importantes como a sociedade" observou. A questão da sustentabilidade do patrimônio é um dos grandes desafios da política de preservação nacional. Na opinião do presidente do Iphan, esta questão está diretamente relacionada à educação. "Preservar tem que ser um processo educativo e deve ainda agregar valor aos bens culturais". Para Luiz Fernando, o processo educativo permite que as pessoas conheçam mais sobre a história dos locais que visitam; a importância e a ligação que estes bens têm com a comunidade e a nação brasileira. O presidente do Iphan destacou ainda que o avanço nos últimos anos nas práticas preservacionistas. Ele cita que o orçamento destinado pelo governo brasileiro para a preservação do patrimônio nacional é maior do que há três anos.
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Mostra reúne equipamentos cinematográficos em Cachoeira

O público de Cachoeira, cidade histórica do Recôncavo baiano, distante 110km de Salvador, tem até o próximo domingo 27, para ver no Museu de Arte Sacra, a mostra de equipamentos cinematográficos , promovida pelo Ponto de Cultura Terreiro Cultural como parte da Oficina de Audiovisual de pontos de cultura para TVs públicas. O acervo consta cerca de 200 equipamentos reunidos pelo cineasta Roque Araújo. Cada peça exposta conta partes da história do cinema desde os seus primórdios . O memorial mostra a evolução dos equipamentos utilizados para captação de imagens e edição da era analógica à digital. Modernas filmadoras e moviolas estão ao lado de exemplares das práticas Super 8 que muito contribuíram para despertar talentosos cineastas. Raridades como um antigo cinematógrafo de origem francesa despertam a curiosidade dos visitantes. " É maravilhoso poder tocar nestas máquinas e saber que elas foram utilizadas por pessoas importantes que fazem ou fizeram relevantes obras cinematográficas ", disse em tom emocionado o professor Ariston Eduão, do Ponto de Cultura Ciber Parque Anísio Teixeira da cidade de Irecê. "Esta é a primeira vez que tenho contato visual e a chance de manusear equipamentos cinematográficos. Estou radiante com a diversidade desta exposição", comentou o artista plástico Elielson Barbosa, de Ipirá. "A maioria das pessoas não faz idéia da parafernália que é usada para fazer um filme. Esta exposição nos dá a dimensão do trabalho daqueles que estão por trás das câmeras", observou Volney Menezes, que é documentarista e professor de história na cidade de Feira de Santana. O estudante cachoeirano Leonardo Mascarenhas um dos visitantes da mostra que não escondeu a satisfação pelas descobertas que disse ter feito em contato com os equipamentos expostos. "Tudo aqui é impressionante, e o que mais me chamou a atenção, foi a evolução dos equipamentos ao longo dos anos", disse.Quem tiver a oportunidade de visitar a mostra, poderá assistir documentários de autoria de Roque Araújo, a exemplo do filme No Tempo de Glauber, com cenas dos bastidores do último filme do cineasta baiano, A Idade da Terra. Roque Araújo começou a fazer cinema em 1957 trabalhando com o cineasta baiano Roberto Pires autor de Redenção. No mundo do cinema Roque Araújo conta com orgulha que já fez quase tudo. Trabalhou como montador, eletricista, técnico de som e esteve presente na maioria das obras de Glauber Rocha de quem era também um grande amigo. Para Roque, a realização da exposição do memorial de equipamentos cinematográficos em Cachoeira, cidade que abriga um curso de cinema no campus da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia-UFRB , "é uma excelente oportunidade para a troca de experiências e conhecimentos com os estudantes e o público em geral. Dentre os equipamentos expostos em Cachoeira até domingo, destacam-se entre outros, a máquina utilizada por Glauber Rocha para filmar o seu primeiro documentário, O Pátio, uma câmera de origem alemã da época da II Guerra Mundial, projetores, mesas de edição .