terça-feira, 19 de novembro de 2013

Atualização do cadastro do Programa Bolsa Família

A Secretaria de Assistência Social do município de Cachoeira, através da Coordenação do Programa Bolsa Família e Cadastro Único, convoca os beneficiários do Programa que não realizaram a atualização cadastral nos últimos dois anos para fazer seu recadastramento.

As famílias que não atualizarem seus dados cadastrais até 13 de dezembro de 2013 estarão sujeitas a bloqueio dos benefícios e aquelas que mantiverem seus dados sem atualização até 14 de fevereiro de 2014, terão seu beneficio cancelado.

A lista das famílias identificadas na Revisão Cadastral 2013 está disponível na recepção da Secretaria de Assistência Social – Atendimento do Programa Bolsa Família, nos CRAS – Centro de Referência da Assistência Social, no CREAS - Centro de Referência Especializado da Assistência Social e nos Postos de Saúde do Município.

PTXPT

O pleito realizado entre a pequena militância petista para definir o novo comando do Diretório Municipal da legenda em Cachoeira, corre o risco de ir parar no tapetão. Márcio Barbosa obteve o maior número de votos: 33. Enquanto a outra chapa conseguiu, apenas, 12 minguados votos. Na eleição para o Diretório Municipal do partido partido, instalaram duas urnas. A pendenga  foi ainda parar no tapetão, como costumam sempre recorrer os antipatizados e desprovidos de votos, mas já parou no colo do Diretório Estadual do PT para definir o resultado do pleito.

Pérolas do Dia (Site Bahia Notícias)

Zé Neto“Extrapolara um pouco com um excesso midiático [...] Não se pode bater demais que a democracia é de barro”.

Líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado estadual petista ao criticar a cobertura do caso do mensalão e a prisão dos réus.

Jornalista e ex-professor da Facom, Fernando Rocha morre em Salvador

Ele estava internado há 10 dias e faleceu após complicações do diabetes.

Rocha atuou como diretor de redação de jornal e assessor de imprensa.

Do G1 BA

Jornalista e ex-professor da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (Facom/UFBA), Fernando Rocha, 78 anos, morreu na tarde desta segunda-feira (28), em Salvador, de acordo com o genro Antônio Carlos Gonçalves. Ele estava internado há 10 dias no Hospital Português e faleceu por volta das 16h em decorrência de complicações do diabetes.
Fernando Rocha, que se formou em Direito, foi diretor de redação de jornal e assessor de imprensa da Reitoria da UFBA, será cremado no cemitério Jardim da Saudade, em Brotas. A cerimônia está marcada para as 11h de terça-feira (19).
"A Faculdade de Comunicação lamenta muito a morte do professor, que contribuiu para a formação de muitos jornalistas que hoje estão no mercado", afirma a diretora Suzana Barbosa. Ela afirma que Rocha foi conterrâneo de nomes como Florisvaldo Mattos, Carlos Libório e Ruy Espinheira, além de Wilson Gomes e Marcos Palácios, que continuam no quadro de docentes da instituição.

Cachoeira celebra o Dia Nacional da Consciência Negra



     

Será aberta logo mais, às 9h, na Igreja do Rosarinho, em Cachoeira(distante 110km de Salvador), a programação em homenagem ao Dia Nacional da Consciência Negra. As atividades prosseguem até amanhã 20 de novembro. Agora pela manhã, está programada  a palestra “O avanço do negro na sociedade” com os professores Walter Fraga e Antônio Liberac, da UFRB-Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Após a palestra, será uma exposição de arte negra.

Ainda nesta terça-feira, na parte da tarde, a programação prossegue com a realização de oficinas de capoeira, maculelê e teatro, a partir das 14h. Em seguida, acontece o concurso da Beleza Negra Infanto-juvenil. As atividades deste primeiro dia do evento, serão encerradas com apresentação de dança afro por alunos do Gamge- Grupo de Apoio ao Menor Gotas de Esperança.

Amanhã, 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra, as atividades serão retomadas a partir das 9h, com a discussão sobre o tema “O Que é Consciência Negra”, tendo como debatedores: Lúcio Nery, Pedro Erivaldo e o babalorixá Benício Souza, com a mediação do radialista Jorge França. À tarde,  às 14h, está prevista a realização da oficina Varal das Artes, com Davi, Seu Zé e Francine. Logo em seguida, acontece a cerimônia de premiação do Concurso da Beleza Negra e entrega de certificados aos participantes das oficinas. O encerramento da programação será com apresentação do Projeto Tambores  em Movimento e Orquestra Sinfônica de Reggae da Lyra Ceciliana. Iniciativa é uma ação do Curso de Organização de Eventos, ministrado pelo IFBA-Instituto Federal  de Educação, Ciência e Tecnologia, de Santo Amaro, e o Pronatec, com o patrocínio da prefeitura municipal, através da Secretaria de Cultura e Turismo.
  



segunda-feira, 18 de novembro de 2013

A FLICA,UFRB E A CABEÇA DE PORCO

Censura voluntária

Por em 08/11/2013

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Censura voluntária“Temos censura que não tivemos nem na ditadura”, afirmou o ator Antônio Fagundes em entrevista à Isto É. O Brasil vive, de fato, um momento espantoso, embora não de todo surpreendente para quem esteve atento nos últimos dez anos. A liberdade de expressão e de opinião está a um passo do cadafalso. E não, o problema maior nem é o partido que nos governa e os seus anseios de submeter os meios de comunicação ao seu jugo. Tal pulsão ditatorial existe e preocupa, é claro, mas gostaria de tratar aqui da sociedade como um todo, e não dos donos do poder, que poderiam menos, caso encontrassem uma cultura madura e capaz de resistir a fantasias tirânicas – o que definitivamente não é o caso do Brasil atual.
Os sinais de sufocamento das liberdades são muitos e alarmantes, a começar por este inacreditável “Procure Saber”, movimento liderado por artistas que uma sociedade sem parâmetros transformou em ídolos sacrossantos, e que agora almejam, com escandalosa sem-cerimônia, censurar biografias, um gênero literário já tão escasso no país.
Há também um clima generalizado de patrulha politicamente correta, que estimula reações histéricas e processos, como o que foi movido recentemente contra o humorista Danilo Gentili por uma senhora melindrada. A jornalista Rachel Sheherazade, por sua vez, teve sua cabeça pedida por organizadores de uma petição que exigia – como quem reivindica um direito natural inalienável – a sua demissão da emissora em que trabalha, além de pedidos públicos de desculpas. O delito? A jornalista fez críticas aos ativistas dos direitos dos animais que invadiram e depredaram o Instituto Royal. Parecia até que quem cometera crimes fora aquela, e não estes.
Censura voluntária_
Outro caso chocante ocorreu na Flica (Festa Literária Internacional de Cachoeira), na Bahia, onde estudantes e membros do movimento negro impediram à força – sem que os organizadores do evento demonstrassem firmeza para os coibir – as falas dos intelectuais e articulistas Luiz Felipe Pondé e Demétrio Magnoli. Os jovens censores, agindo como os “comissários do povo” dos tempos de Stálin ou Mao Tsé-Tung, chegaram a se despir (o que, hoje, é a forma mais elevada de protesto que aquelas cabecinhas ocas são capazes de conceber) e jogar uma cabeça de porco no palco. A intenção era clara: marcar como párias os dois palestrantes, afirmando que a eles não se deve dar o direito à palavra, uma vez que as suas opiniões excluem-nos do rol de homens respeitáveis, quiçá da espécie humana (e rótulos difamatórios tais como “reacionário”, “burguês” e “racista” servem precisamente à desumanização e dessubjetivação do outro). Os organizadores da Flica, ao que parece, cederam.
E, por último, mas não menos importante, temos a ombudsman da Folha de São Paulo, Sra. Suzana Singer – irmã de André Singer, porta-voz da Presidência da República no primeiro governo Lula e petista de carteirinha –, chamando o seu colega, o jornalista e blogueiro Reinaldo Azevedo, de “rotweiller”, e, na prática, reprovando a sua contratação como colunista do jornal. A não ser por um desejo de lançar um estigma sobre o colunista – uma cabeça de porco retórica –, prevenindo os leitores da Folha para que não o lessem, a agressividade da ombudsman não se explica.
Como se não bastasse, a jornalista Miriam Leitão decidiu escrever um texto – clamando, pasmem!, por um debate de alto nível – no qual dava total apoio à ofensa destemperada da Sra. Singer. “Recentemente, Suzana Singer foi muito feliz ao definir como ‘rottweiller’ um recém-contratado pela ‘Folha de S. Paulo’ para escrever uma coluna semanal”, lê-se no artigo.
O texto lamentava a “miséria” e o “emburrecimento” do debate público brasileiro, imputados à atuação tanto de radicais de esquerda quanto de direita. No entanto, adotando uma posição pretensamente equilibrada e centrista (que eu costumo chamar demeiotermismo dogmático, o fetiche pelo meio-termo, ainda que entre o certo e o errado, o justo e o injusto, as vítimas e os agressores), a Sra. Leitão logo deixou para lá os radicais de esquerda – que, no texto, ela chama de “suposta esquerda”, como quem sugere que uma esquerda verdadeira, não “suposta”, jamais agiria daquela maneira radical (e ora me pergunto em que planeta ela esteve durante todo o século XX) –, preferindo concentrar os ataques no que qualificou de “direita hidrófoba”. O rótulo pejorativo referia-se, sem que autora citasse os nomes, a Reinaldo Azevedo, mas também ao economista, e articulista do Globo e da Veja, Rodrigo Constantino, autor do recém-lançado A Esquerda Caviar (Rio de Janeiro: Record, 2013). Por já ter dado umas boas lições de economia à Sra. Leitão, e também por haver criticado o seu pueril entusiasmo feminista diante da escolha de uma mulher para comandar o FED, Constantino foi alvo do rancor da jornalista, que o qualificou como “um desses articulistas que buscam a fama.”
Se, como os censores da Flica, a Sra. Langer jogara a sua cabeça de porco no palco midiático, a Sra. Leitão, por sua vez, optou por se despir também como aqueles, revelando toda a sua intolerância e espírito policialesco.
Todos os casos acima elencados sucederam-se no intervalo de não mais do que duas semanas. Se seguirmos nesse ritmo, 1984 é logo ali.
George Orwell, aliás, autor da célebre obra de denúncia aos métodos totalitários soviéticos, identificou um problema semelhante ao nosso entre os jornalistas e formadores de opinião na Inglaterra do seu tempo; muitos deles simpáticos ou, no mínimo, silenciosos em relação ao que se passava na URSS. Destacando o papel que a decadência da linguagem pública – lá, como aqui, engessada por veladas adesões ideológicas, afetações de bom-mocismo e crises agudas de meiotermismo dogmático – desempenhava na política, Orwell não poupou os seus contemporâneos – as Suzanas Singers e Mirians Leitões da época – de duras críticas. O quadro que ele descreve em “A Liberdade de Imprensa” (1945), prefácio original escrito para A Revolução dos Bichos, é lobregamente familiar: “O fato sinistro em relação à censura literária na Inglaterra é que ela é, em grande medida, voluntária. Idéias impopulares podem ser silenciadas, e fatos inconvenientes mantidos no escuro, sem a necessidade de uma proibição oficial. Quem morou muito tempo num país estrangeiro saberá de exemplos de notícias sensacionais – coisas que por seus próprios méritos ganhariam grandes manchetes – que ficaram de fora da imprensa britânica, não porque o governo interveio, mas devido a um acordo tácito geral de que ‘não seria conveniente’ mencionar aquele fato em particular.”
Como, lendo isso, não lembrar do empenho da nossa imprensa em, primeiro, ocultar a existência do Foro de São Paulo, e depois, quando isso já não era possível, minimizar a sua importância? Mas Orwell não pára por aí. Linhas adiante, é como se falasse de nós: “Em qualquer momento dado, há uma ortodoxia, um corpo de idéias que se supõe que todas as pessoas bem pensantes aceitarão sem questionar. Não é exatamente proibido dizer isso ou aquilo, mas é ‘impróprio’ dizê-lo, assim como na época vitoriana era ‘impróprio’ mencionar calças na presença de uma senhora. Quem desafia a ortodoxia dominante se vê silenciado com surpreendente eficácia. Uma opinião genuinamente fora de moda quase nunca recebe uma atenção justa, seja na imprensa popular ou nos ditos periódicos cultos (…) Desde que o prestígio da União Soviética não esteja envolvido, o princípio da liberdade de expressão tem sido razoavelmente mantido. Há outros temas proibidos (…), mas a atitude predominante em relação à União Soviética é o sintoma mais grave. É como se fosse espontânea e não se devesse à ação de nenhum grupo de pressão (…) A intelligentsia literária e científica, as próprias pessoas que deveriam ser os guardiões da liberdade, começa a desprezá-la, tanto na teoria como na prática.”
Orwell não estava sozinho. A escritora britânica e prêmio nobel de literatura Doris Lessing – nascida, de fato, no Curdistão, e criada na Rodésia (atual Zimbábue) – também denunciou essa espécie de totalitarismo difuso, que ela associava então à emergência do “politicamente correto”. Autora, entre outros livros, de A Canção da Relva, uma sutil obra-prima contra o racismo onipresente na sua bem conhecida África Austral (lembrando que Lessing foi banida da Rodésia e da África do Sul por sua oposição ao apartheid), ela escreveu um vigoroso ensaio-denúncia intitulado, sem mais, “Censura”.
Parecendo dar razão à opinião de Antônio Fagundes, Lessing comenta naquele ensaio: “A censura direta e não ambígua, como parte do controle estatal, é mais fácil de combater do que os resultados indiretos dela (…) Há certas épocas e espaços em que fazemos conluio com a tirania, de maneiras mais diretas do que simplesmente não notar o que se passa (…) Uma coisa chocante: mas todos temos censores internos, e frequentemente não suspeitamos disso. É difícil escapar de um modo predominante de pensar, particularmente quando você está convencido de viver numa sociedade livre (…) A mais poderosa tirania mental naquilo que chamamos de mundo livre é o Politicamente Correto, que é tanto e imediatamente evidente, observado em toda parte, quanto invisível, qual um gás venenoso, pois suas influências estão frequentemente distantes da fonte originária, manifestando-se como uma intolerância generalizada (…) O problema é que as pessoas que precisam da rigidez, dos dogmas, das ideologias são sempre as mais estúpidas, portanto o
Politicamente Correto é uma máquina auto-perpetuadora de afastar os inteligentes e os criativos. Ele está formando uma classe de pessoas – pesquisadores, jornalistas, educadores em particular – exiladas em sua própria cultura, por vezes mantidas em empregos inferiores, ou mesmo desempregadas, e, no entanto, elas são frequentemente as melhores, as mais inovadores, as mais flexíveis (…) As intolerâncias religiosas foram sucedidas pelo comunismo, o seu reflexo no espelho, que armou o palco para o Politicamente Correto. O que vem a seguir?”
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Não sabemos. Mas o fato é que, salvo raras e honrosas exceções, os formadores de opinião no Brasil – alguns por fanatismo ideológico, outros por dinheiro, outros ainda por pura covardia – têm criado uma verdadeira “máquina auto-perpetuadora” contra opiniões diversas e independentes. A censura é, em larga medida, “voluntária”, no sentido denunciado por Orwell. Sendo assim, o antigo projeto do partido governante de controlar a imprensa – com essa tão sonhada “lei dos meios” – periga restar desnecessário, uma vez que profissionais como a Sra. Miriam Leitão, e muitos outros da mesma cepa, parecem ter se oferecido docemente como fiscais das opiniões de seus pares.
Fagundes está certo. Se, durante a ditadura, tínhamos uma censura autoritária e visível (frequentemente burlada, como muitos artistas e jornalistas da época já cansaram de confessar, até com certa graça), hoje temos uma censura totalitária, invisível, grave, onipresente. Ela não comporta gracejos nem brechas. Se, antes, ela vinha exclusivamente do governo, hoje ela é mais de tipo soviético-chinês, e o censor pode estar ao lado. No fim das contas, a verdade é que, como concluiu Lessing, “os amantes da autoridade, não importa o quão cruel, estarão sempre entre nós.”
Artigo publicado no blog O Brasil e o Universo
*Flávio Gordon tem 34 anos, é carioca, casado, doutor em antropologia, autor do blog “O Brasil e o Universo: crônicas sobre a surrealidade política e cultural brasileira” e, assim como o saudoso poeta Bruno Tolentino, também quer o seu país de volta.

Dia da Consciência Negra será celebrado com Fórum Internacional na UFRB


Evento acontece de 20 a 22 de novembro, com extensa programação acadêmica e artística. Inscrições estão abertas. Entre os shows gratuitos: banda Didá, Lazzo Matumbi e Luiz Melodia.

Na próxima quarta-feira, 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra, acontece a cerimônia de abertura do II Fórum Internacional 20 de Novembro, realizado pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB, entre os dias 20 e 22 de novembro de 2013, em Cruz das Almas, a 146km de Salvador. A abertura acontece às 9h. Simultaneamente, acontece a sétima edição do Fórum Pró-Igualdade Racial e Inclusão Social, celebrando a data máxima para a luta dos afro-brasileiros pela dignidade e igualdade de direitos.
O primeiro dia do evento será de intensos debates e oficinas, sobre temas como Música e Artes Negras, Saberes e Práticas de Saúde, Culturas Digitais e Mídia, além de Historiografia e Filosofia Negras. Entre as presenças confirmadas: a escritora e educadora Vanda Machado; a performance do trio de poetisas e atrizes, Importuno Poético; o cineasta e gestor cultural Pola Ribeiro; os historiadores Walter Fraga, Wlamyra Albuquerque e Juvenal de Carvalho; o angolano Camilo Afonso, diretor da Casa de Angola na Bahia, entre outros. O dia será encerrado com um show da banda percussiva feminina Didá.
No dia 21, às 10h30, haverá exibição do documentário Raça, mais recente produção do cineasta e pesquisador Joelzito Araújo, que estará presente para um bate papo com o público, logo após a exibição. Os debates deste segundo dia será em torno da Educação e Relações Étnico-Raciais, Racismo Institucional e a Questão Quilombola. Uma mesa reunirá lideranças de comunidades remanescentes de quilombo da Bahia: Rio dos Macacos, São Francisco do Paraguaçu, Santiago do Iguape e Comunidade da Linha. Neste mesmo dia, haverá show do cantor Lazzo Maumbi, que acaba de lançar seu oitavo disco, sempre com referências do jazz, reggae, soul e ritmos africanos.
O encerramento do Fórum será no dia 22, a partir das 16h, com a conferência “Populações Negras e a sociedade do conhecimento no século XXI”, com a ministra Luiza Bairros, da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade (SEPPIR) e Paulo Gabriel Soledade, reitor da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Logo depois haverá entrega do Prêmio Mário Gusmão para personalidades negras destacadas e show gratuito do cantor carioca, Luiz Melodia, às 20h30.
Ao longo do dia _ O último dia será dedicado a temas como ações afirmativas, feminismo e sexualidades, ativismo estudantil e as relações entre Brasil e África. Em uma das mesas, empreendedores negos apresentarão suas experiências à frente de espaços culturais como o D ´Venetta, Katuka e a Cantina da Lua. Em torno da literatura africana e afro-brasileira, estarão reunidos os poetas e escritores José Carlos Limeira, Aline França e a angolana Isabel Ferreira. Veja a programação completa: http://www.ufrb.edu.br/forum/programacao
Nos três dias do evento, haverá apresentação de grupos de trabalhos, conferências, simpósios, rodas de conversa, mesas-redondas, oficinas e minicursos, exposição fotográfica, feira de arte e cultura negra, mostra de filmes e performances artísticas.
A Data - Formada por 84,3% de afrodescendentes autodeclarados, a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) celebra a data mais importante da luta dos afrodescendentes do Brasil. 20 de Novembro é o Dia Nacional da Consciência Negra, em memória da morte do líder quilombola Zumbi dos Palmares, em 1695, na Serra da Barriga, atual Estado de Alagoas.
O Fórum é uma realização da PROPAAE - Pró-Reitoria de Políticas Afirmativas e Assuntos Estudantis, da PROEXT - Pró-Reitoria de Extensão da UFRB - Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, com produção da Mil Produções Artísticas.