DIVERSIDADE - alzira.jornalista@gmail.com PROGRAMA ALZIRA COSTA de 2ª a 6ª das 12 às 13h. www.paraguassufm.com.br
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Semana Nacional da Comunicação
A Fenaj recomenda para esta edição da Semana reivindicação do cumprimento das deliberações da 1ª Conferência Nacional de Comunicação- CONFECOM, com ênfase na implantação do Conselho Nacional de Comunicação e a volta da obrigatoriedade da formação superior específica para o jornalista.
Por isso, foi definido como slogan “ Conselho Nacional de Comunicação e Diploma para jornalista: regulamentações necessárias à democracia!”
A Fenaj sugere a organização de atividades nas suas bases em parceria com as Comissões Estaduais Pró Confecom e/ou as de organização do evento. Também em conjunto com as escolas, professores e estudantes (o FNPJ – Fórum Nacional de Professores de Jornalismo está articulando para orientar o segmento a integrar a organização e participar desta Semana).
A executiva da FENAJ, em conjunto com o Sindicato de São Paulo, prepara um ato simbólico de lançamento nacional da Semana para o dia 15, na capital paulista.
Solicitamos que busquem definir e planejar suas promoções o mais rápido possível e, logo após, informem à FENAJ para que já possamos iniciar esta divulgação ampla.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Pancadão

XII Festival de Lençóis começa na próxima sexta-feira
Começa na próxima sexta-feira (8/10), a 12ª edição do Festival de Lençóis, realizado na Chapada Diamantina, Bahia. Entre as principais atrações do evento, que se estende até a segunda-feira (11/10), estão artistas como Lenine, Adão Negro, Geraldo Azevedo e Jau, além de um palco alternativo para apresentação de grupos e bandas da região.
Os shows são gratuitos e serão realizados na Praça Principal de Lençóis sempre a partir das 19 horas. O público – estimado em 10 mil pessoas/dia - ainda poderá aproveitar para realizar passeios e trilhas pelas belas paisagens da região.
Segundo o prefeito da cidade, Marcos Araújo, os hotéis e as pousadas de Lençóis já estão com 90% da capacidade reservada – são 3 mil leitos no total. “Além disso, ainda contamos com as casas que moradores alugam, os campings e os leitos em cidades vizinhas, que costumam lotar nesse período”, destacou Araújo.
O XII Festival de Lençóis é uma realização da Pau Viola Produções Artísticas em parceria com a Prefeitura de Lençóis, com apoio da Secretaria de Meio Ambiente (Sema) e Secretaria de Turismo (Setur).
A edição deste ano será marcada pela volta do cantor pernambucano Lenine, que esteve no primeiro ano do evento em 1999. A música “Aquilo que dá no coração”, tema de abertura da novela “Passione”, é uma das canções esperadas no repertório do show.
Pelo palco do Festival de Lençóis, primeiro evento do gênero aberto ao público na Bahia, já passaram cerca de 180 atrações. Entre elas: Ana Carolina, Gilberto Gil, Gal Costa, Nando Reis, Lenine, João Bosco, Patu Fu, Adriana Calcanhoto, Alceu Valença e Margareth Menezes.
Chapada Sem Fogo
Este ano, a proposta do evento é também sensibilizar moradores locais e visitantes para questões ambientais. O tema escolhido, Chapada Sem Fogo, será abordado em oficinas de educação ambiental junto à comunidade e os visitantes serão orientados por brigadistas.
Um dos objetivos das oficinas é evitar o manejo do solo com fogo, muito usado na região. Durante o período de seca, que vai de julho a dezembro, também é comum o surgimento de focos de incêndio por causas acidentais.
Em 2009, integrantes do Comitê Estadual de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais na Bahia investigaram que o descarte de uma “bituca” de cigarro em local inadequado provocou um incêndio que se alastrou por mais de 200 hectares.
Para evitar esse tipo de acidente, brigadistas e facilitadores estarão em pontos estratégicos da cidade e das trilhas, fornecendo informações aos visitantes e recebendo denúncias de possíveis focos de incêndio.
O que: XII Festival de Lençóis
Quando: 8 a 11 (sexta a segunda) de outubro, a partir das 19h
Onde: Lençóis – Bahia
PROGRAMAÇÃO
- Sexta-feira (8/10)
Philarmônica de Lençóis
Laércio & Marcel Jaques
Adão Negro
Neide Vital e Banda Nativa
- Sábado (9/10)
Grão de Luz e Griô
Lenine
Banda Spectro
- Domingo (10/10)
Trilheiros
Geraldo Azevedo
Márcia Short
- Segunda-feira (11/10)
Samba de Roda da Comunidade Quilombola
Jau
Banda Zionsexta-feira, 1 de outubro de 2010
Estudantes de Artes Visuais da UFRB premiados em Festival da UFSCAR

O evento é um projeto da Universidade Federal de São Carlos que fomenta o cenário cultural de São Carlos e região central do Estado de São Paulo e busca desenvolver integração em torno de atividades artístico-culturais. O CONTATO é composto por apresentações gratuitas de música, cinema e instalações de arte eletrônica; atividades de formação e aperfeiçoamento de profissionais nas áreas abrangidas e debates amplos sobre as temáticas abordadas.
Na próxima segunda-feira, dia 4, os dois universitários da UFRB, autores do projeto contemplados estarão viajando para a cidade de São Carlos, aonde farão gravações juntamente com o pessoal de imagem e som da UFSCAR. . Durante a programação do festival, eles farão apresentações ao vivo da performance “Universitários fazendo sexo”, inspirado na semiótica e lingüística com base nos conceitos de Umberto Eco e dos filósofos Platão e Nietzsche. Os vencedores terão direito a premiação em dinheiro, pagamento dos custos da produção e viagem. Em São Carlos, cumprirão uma agenda que inclui, além das gravações e apresentações ao vivo do projeto, entrevistas em emissoras de rádio e TV de São Paulo e Minas Gerais.
Foto: Estevan José
de Queiroz Martinez (Gugui Martinez)
Maiores informações sobre o evento no site http://www.contato.ufscar.br/quarto
Nota oficial
O conceito de golpe midiático ganhou notoriedade nos últimos dias. O debate é público e parte da constatação de que setores da imprensa passaram a atuar de maneira a privilegiar uma candidatura em detrimento de outra. É legítimo - e desejável – que as direções das empresas jornalísticas explicitem suas opções políticas, partidárias e eleitorais. O que é inaceitável é que o façam também fora dos espaços editoriais. Distorcer, selecionar, divulgar opiniões como se fossem fatos não é exercer o jornalismo, mas, sim, manipular o noticiário cotidiano segundo interesses outros que não os de informar com veracidade.
Se esses recursos são usados para influenciar ou determinar o resultado de uma eleição configura-se golpe com o objetivo de interferir na vontade popular. Não se trata aqui do uso da força, mas sim de técnicas de manipulação da opinião pública. Neste contexto, o uso do conceito “golpe midiático” é perfeitamente compreensível.
Este estado de coisas só acontece porque os jornalistas perderam força e importância no processo de elaboração da informação no interior das empresas. Cada vez menos jornalistas detêm o poder da informação que será fornecida à opinião pública. Ela passa por uma triagem prévia já no seu processo de edição e aqueles que descumprem a dita orientação editorial são penalizados. Também nunca conseguem atingir cargos de direção que, agora, são ocupados por executivos que atendem aos interesses de comitês, bancos associados, acionistas etc.
Esse estado de coisas não apenas abre espaço para que a mídia atenda a interesses outros que não o do cidadão, como também avilta a profissão de jornalista, precariza condições de trabalho e achata salários. A consequência mais trágica disso é a necessidade de se adaptar ao “esquema da empresa” para garantir o emprego, mesmo em detrimento dos valores mais caros.
Para avançar nessa discussão é necessário estabelecer a premissa de que informar a população sobre os desmandos do governo (qualquer deles) é dever da imprensa. Orquestrar campanhas pró ou contra candidatos é abuso de poder. A linha divisória entre esses campos é tênue e cabe ao jornalista, respeitando o profissionalismo e a ética, estabelecer o limite tendo em conta o que é de interesse público.
Não podemos incorrer no erro de instaurar na cobertura de fatos políticos os erros cometidos em outras áreas, ou seja, o pré-julgamento (que dispensa provas, pois o suspeito está condenado previamente) e o jornalismo espetáculo (que expõe situações de maneira emocional para provocar reações extremadas).
A ideia de debater e protestar contra esse estado de coisas resultou na realização do ato em defesa da democracia e contra o golpismo midiático realizado no auditório do Sindicato dos Jornalistas. A proposta surgiu em conversa entre blogueiros, foi assumida pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, que procurou o Sindicato dos Jornalistas e este aceitou sediar o evento.
A sociedade sabe que o local ideal para este debate é o Sindicato dos Jornalistas. Não apenas porque os jornalistas são parte importante nesse processo, mas, principalmente, pela tradição da entidade em ser um espaço democrático aberto às diversas manifestações públicas e de interesse social.
O que está em discussão são duas concepções opostas, uma que considera a informação um bem privado, passível de uso conforme interesses pessoais, e outra que entende a informação como direito social, portanto, regulado por um “contrato social”, exatamente como acontece com a saúde ou a educação.
Ter direito de resposta, garantir espaço para que o contraditório apareça, impedir o monopólio da mídia, tornar transparente os mecanismos de outorga das empresas de rádio e TV, destinar parte da verba oficial para pequenos veículos, criar a rede pública de comunicação, regulamentar as profissões envolvidas com a mídia, não são atos de censura, são movimentos em defesa da liberdade de expressão e cidadania!
O grupo dos liberais quer, a qualquer custo, impedir que o conceito de direito social seja estendido à informação. A confusão feita entre liberdade de opinião, de imprensa, de informação, de profissão e o conceito de censura e de controle público é intencional. Essa confusão é visível na argumentação utilizada pelo Ministro Gilmar Mendes para acabar com a necessidade do diploma de jornalismo. O objetivo é impedir que as ideias por trás das palavras sejam claramente entendidas pelo cidadão e, assim, interditar qualquer reivindicação popular nesse campo.
A liberdade de imprensa é o principal instrumento do jornalista profissional. Não é propriedade dos proprietários dos meios de comunicação. O verdadeiro ato em favor da liberdade de imprensa é feito em defesa do jornalista e, por consequência, diminui o poder da empresa. O problema é que, a exemplo do que escreveu George Orwell no livro 1984 quando criou a novilíngua (que pretendia reduzir o vocabulário, eliminar sinônimos e fundir palavras para diminuir a capacidade de pensamento), o conceito de liberdade de imprensa foi virado pelo avesso e, uma vez apropriado pela empresa de comunicação, passou a diminuir o papel do jornalista obrigando-o a se submeter às engrenagens do poder empresarial. Não é por acaso que existe a frase, ao mesmo tempo trágica e engraçada, de que apenas existe “liberdade de empresa”.
Não é por acaso que o debate sobre liberdade de imprensa e democratização da mídia está presente na campanha eleitoral deste ano. Não é uma briga entre partidos ou candidatos, é uma questão bastante difundida na sociedade e que exige posicionamento público das autoridades. A Associação Nacional de Jornais - ANJ está preparando um código de autoregulamentação para a imprensa que vem, exatamente, no sentido de fazer algo para impedir que o Estado ou a sociedade organizada o faça. Lembremos das palavras do escritor Giuseppe Tomasi di Lampedusa, em O Leopardo, “mudar para continuar igual”.
O debate público precisa ser aprofundado e ele não será feito com preconceitos ideológicos, mas, sim, a partir de análise apurada da realidade e das necessidades da democracia que, entendemos, não se concretiza sem o chamado “contrato social” que regra a atividade humana, impedindo que os mais fortes destruam os mais fracos. Estamos clamando pela verdadeira liberdade de imprensa, pela ética profissional e pelo direito do cidadão de informar e ser informado!
Brasília, 25 de setembro de 2010
Federação Nacional dos Jornalistas
Cachoeira vai sediar encontro de motociclistas
A concentração dos participantes está prevista para as 9h na Praça do Faquir, no mesmo local onde acontece a festa da Feira do Porto. Às 10h30min será proferida palestra sobre segurança no trânsito com Raimundo Correia Pinto, presidente do Conselho de Segurança Pública de Cachoeira, no Palco Oficial. Aos a palestra os participantes farão percorrerão as principais ruas da cidade e às 14 horas retornam para a Praça do Faquir para assistir ao show de uma banda. Maiores informações poderão ser obtidas através do celular: 75 8181 9838.
Babado forte

Foi um sucesso, a Primeira Parada da Diversidade de Cachoeira, realizada domingo passado. Uma multidão seguiu o trio elétrico responsável pela animação do evento que contou com o talento de jovens Djs . Discursos, performances e muita agitação marcaram o início de um movimento em defesa do respeito à diversidade sexual e por políticas públicas para este segmento da sociedade. Durante o percurso foram distribuídas camisinhas e bandanas alertando a necessidade da prática do sexo seguro. O evento contou com apoio da prefeitura municipal de Cachoeira e da Câmara de Vereadores.
Os representantes da primeira parada gay em Cachoeira, Nayara Barros e Lily Brito, estiveram presentes na sessão ordinária de segunda-feira (20) da Câmara de Vereadores, para pedir apoio e a presença de todos no evento.
Com o título “Abrace a Diversidade e Diga não a Homofobia”, a parada vai ocorreu saiu às 14h, das imediações do terminal rodoviário de Cachoeira. Segundo Nayara Barros, a iniciativa surgiu a partir de uma festa que ela vem realizando há dois anos, chamada “Vemnimim broto”, primeira festa gay do Recôncavo. “Foi a partir desta festa que percebi a necessidade de algo maior para mobilizar a sociedade sobre o assunto”, disse a ativista.
O principal objetivo do evento realizado foi combate ao preconceito e a luta pelos direitos dos homossexuais. “É importante que as pessoas conheçam e saibam respeitar a diversidade sexual”, afirma Nayara.
A homofobia, que é aversão ao homossexual, vem causando diversos assassinatos aos gays. Lily Brito conta que hoje até as lésbicas estão sendo alvos dos homofóbicos e a parada é uma forma de trazer a público todos os tipos de problemas enfrentados pelos homossexuais. “O homossexualismo não é doença; a pessoa já nasce assim”, ele explica.(Colaborou Lise Lobo, estudante de Comunicação da UFRB).